
Modelo, atriz, DJ, produtora, empresária, biomédica, neurocientista, terapeuta e psicanalista, Pillar Gama é também uma figura histórica da Festa Ploc. Há anos, Luciano Vianna dedica publicações, acusações, denúncias contra seus perfis e considerável energia à própria sócia. Afinal, quem é a mulher que aparentemente se tornou assunto recorrente na comunicação do empresário?
Há pessoas que contratam assessoria de imprensa.
Há pessoas que investem em tráfego pago.
E há Pillar Gama, que aparentemente conseguiu algo mais inusitado: tornar-se assunto recorrente nas publicações de um desafeto profissional.
A situação ganhou contornos ainda mais curiosos depois que novas publicações de Luciano Vianna voltaram a colocar o nome da artista no centro das atenções.
A insistência chama atenção por uma razão bastante simples: se o objetivo declarado é convencer o público de que Pillar Gama não possui relevância alguma para a Festa Ploc, por que parece ser tão difícil parar de falar sobre ela?
É uma contradição curiosa.
E irresistivelmente divertida.
Afinal, quem é Pillar Gama?
Para quem chegou até aqui movido pela curiosidade — inclusive aquela produzida involuntariamente pelas sucessivas menções de Luciano Vianna —, talvez seja hora de conhecer melhor a mulher que ocupa tamanho espaço em suas publicações.
Pillar Gama é empresária, produtora artística, atriz, modelo, DJ e uma das figuras historicamente associadas à construção, produção e expansão da Festa Ploc.
Muito antes das atuais disputas, comunicados, acusações e guerras digitais, Pillar já ocupava passarelas, campanhas publicitárias e palcos. Depois, passou também a ocupar pistas, cabines, bastidores, produções e reuniões relacionadas à Festa Ploc.
Durante mais de uma década, atuou como DJ da festa e participou ativamente de sua trajetória artística, criativa e empresarial.
Sua identidade acabou se associando de tal maneira ao projeto que a artista assumiu definitivamente o nome que desejava:
DJ Lady Ploc.
Não exatamente o perfil de alguém que apareceu ontem na internet.
E muito menos de alguém cuja presença na história possa ser apagada por decreto editorial.
Antes da Ploc, Pillar Gama já era rosto de campanhas, passarelas e grandes marcas
A relação de Pillar com imagem, palco e comunicação começou muito antes de sua atuação como DJ.
Ainda na pré-adolescência, conquistou na Região dos Lagos o título de Garota Verão 97.
Dos 14 aos 28 anos, construiu carreira profissional como modelo de passarela e publicidade, fotografando para revistas, editoriais, joalherias, campanhas comerciais e diferentes segmentos da moda.
Mesmo com 1,66 m — fora do padrão tradicionalmente exigido pelas grandes passarelas — , participou de inúmeros desfiles e chamou atenção justamente por características que atravessariam toda a sua trajetória: atitude, simpatia, carisma, presença e um rosto marcante.
Seu trabalho chamou a atenção de representantes brasileiros de grifes como Coca-Cola Clothing, Zoomp, Triton e TNG, marcas para as quais desfilou e fotografou. Também realizou trabalhos para joalherias renomadas e para a clássica grife de lingeries Duloren, além de chamar a atenção da produção do Ballet do Faustão que não poupou elogios à artista e de participar de desfiles sob a direção de Oswald Berry, coreógrafo conhecido nacionalmente por seu trabalho com as Paquitas.
Foi dentro dessa carreira muito mais ampla que ocorreu um episódio particularmente expressivo na Tijuca: Pillar chegou a bater recorde de campanhas simultâneas para lojas do Shopping Tijuca e do Tijuca Off Shopping no mesmo período, aparecendo simultaneamente em encartes, editoriais, cartazes, banners, flyers e diversos outdoors na região e ao redor do estádio Maracanã.
A Tijuca, portanto, nunca delimitou sua carreira.
Foi apenas um dos lugares onde ficou difícil atravessar a rua sem encontrar o rosto dela.
Até hoje Pillar recebe com frequência nas redes sociais abordagens de agências e olheiros interessados em seu perfil e permanece profissionalmente ligada à publicidade.
A mulher que deveria ser “irrelevante”, mas continua rendendo assunto
Existe algo particularmente curioso na narrativa construída por Luciano Vianna.
De um lado, tenta-se diminuir a importância histórica, profissional e empresarial de Pillar Gama.
Do outro, seu nome continua merecendo publicações, comunicados, acusações e espaço editorial.
A matemática não fecha.
Se Pillar fosse realmente uma figura irrelevante, periférica e estranha à história da Festa Ploc, seria razoável imaginar que o tempo cuidaria do assunto.
Mas aparentemente Pillar permanece extraordinariamente difícil de esquecer.
Anos passam. Pillar continua sendo pauta.
E a atenção possui um paradoxo especialmente curioso vindo de um jornalista.
Enquanto Luciano Vianna dedica sucessivas publicações à sócia, 18 perfis de Pillar nas redes sociais já sofreram quedas após denúncias em massa promovidas por ele sob alegações inverídicas de que tais perfis seriam falsos ou ilegítimos.
Ou seja: publica-se sobre Pillar enquanto se tenta calar sua voz, retirando de Pillar os canais pelos quais ela própria pode falar.
É no mínimo, hipócrita: Um jornalista empenhado simultaneamente em produzir narrativa e censurar o contraditório.
Não se trata apenas de uma contradição curiosa.
Trata-se de uma postura desonesta e antiética com o próprio público, justamente por partir de um profissional cuja atividade deveria pressupor transparência, pluralidade de versões e compromisso mínimo com o contraditório.
Depois de anos de publicações, acusações e tentativas reiteradas de silenciamento direcionadas à mesma mulher, é compreensível que o comportamento comece a adquirir aos olhos de quem acompanha a história, uma aparência quase obsessiva.
Talvez Freud tivesse material.
A assessoria de imprensa certamente tem.
Uma carreira que não começou — nem termina — em Luciano Vianna
Reduzir Pillar Gama a uma disputa empresarial seria desperdiçar justamente a parte mais interessante de sua trajetória.
Pillar é atriz formada e circulou profissionalmente com peças de teatro pelo Brasil enquanto já trabalhava na produção da Festa Ploc. Também escreveu e dirigiu espetáculos e ministrou aulas de teatro para pessoas portadoras de HIV. Após sua formação na área da saúde, retornou ao mesmo local para prestar atenção terapêutica àquele público.
É biomédica, possui múltiplas pós-graduações nas áreas de Neurociência, Psiquiatria, Imunologia e Saúde Mental, é também pós-graduada em Neurociência e Biofísica por Harvard e habilitada em Neurociência Básica e Clínica pela UFRJ, além de atuar como terapeuta cognitivo, comportamental e psicanalista.
É justamente essa combinação improvável que torna Pillar difícil de encaixar em uma única caixa.
Ciência e pista de dança.
Teatro e Neurociência.
Estética e análise.
Produção artística e comunicação.
Passarela e consultório.
Uma mulher que pode discutir comportamento humano e, horas depois, assumir uma cabine de DJ levando multidões à loucura com seus sets ecléticos e criativos numa das mais raras experiências de pista já vivenciadas na noite carioca.
Convenhamos: assunto nunca faltou.
Menina Veneno nasceu para a Festa Ploc. Lady Ploc era o nome que Pillar queria, desde o início.
Pillar começou sua atuação como DJ para agregar valor à Festa Ploc.
Para isso, investiu, estudou e criou a DJ Menina Veneno, persona artística concebida exclusivamente para agregar valor, identidade e entretenimento à festa. Em poucos meses, DJ Menina Veneno já era sucesso no cenário musical noturno carioca.
Desde o início, porém, Pillar desejava que seu nome artístico tivesse ligação nominal direta com a Ploc.
Luciano Vianna a convenceu a manter “DJ Menina Veneno”, evitando que seu nome artístico fosse diretamente associado à marca. Por confiança em quem tinha como um irmão, Pillar cedeu à sugestão.
Anos depois, Pillar finalmente assumiu a identidade artística que desejava:
DJ Lady Ploc.
A mudança nem de longe representou uma associação oportunista posterior, pelo contrário:
Pillar finalmente colocou no próprio nome artístico menção explícita à Festa Ploc, à qual já dedicava quase duas décadas de trabalho.
Produção: Pillar também colocou a Festa Ploc em novos palcos
A contribuição de Pillar nunca se limitou à cabine.
Quando a Festa Ploc atravessou longo período sem residência no Estado do Rio de Janeiro, Pillar prospectou, produziu e viabilizou eventos que recolocaram o projeto em circulação, com atuação particularmente importante na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Entre as casas e projetos estiveram Jungle Garden Pub, Coordenadas Bar, Clube dos Macacos, na Gávea, dentre outros, além de demais produções idealizadas, negociadas e viabilizadas diretamente por ela.
No Clube dos Macacos, sua produção permitiu ainda convidar nomes relevantes da cena de DJs carioca para integrar o evento.
Pillar também idealizou, produziu e viabilizou a Ploc Al Mare, festa realizada em escuna com saída da Marina da Glória.
O projeto havia sido concebido originalmente por ela como Barco da Veneno.
Confiando, mais uma vez, no então sócio, Pillar foi convencida por Luciano Vianna a substituir o nome originalmente idealizado por Ploc Al Mare.
Produzir, criar conceitos, prospectar casas, negociar, conectar artistas e abrir novos espaços para a Festa Ploc não eram atividades periféricas.
Eram trabalho.
Loja oficial e musical: ideias de Pillar que acabaram apropriadas sem que ela fosse oportunizada a participar
Pillar também foi a idealizadora e criadora da loja oficial da Festa Ploc.
Cerca de um mês antes do lançamento, compartilhou com Luciano Vianna o acesso ao projeto. O site desenvolvido por ela foi posteriormente derrubado e uma réplica acabou lançada sem sua participação.
Aquele episódio foi uma das primeiras demonstrações claras de má-fé durante a sociedade: Pillar criava e compartilhava; Luciano encontrava uma maneira de afastá-la do projeto para explorar economicamente aquilo sem ela.
O musical da Festa Ploc possui origem igualmente inequívoca.
A ideia foi de Pillar Gama.
Ela concebeu o projeto há mais de uma década, durante o período do primeiro bloco de Carnaval da Festa Ploc em Vila Isabel, chegando inclusive a convidar artistas para participar da futura produção.
Não era uma sugestão casual.
Era uma ideia particularmente coerente com a formação de Pillar como atriz, autora e diretora teatral.
Quando Pillar manifestou interesse em participar da construção do espetáculo, Luciano pediu que ela deixasse os contatos com artistas sob sua responsabilidade e afirmou que ainda estava realizando sondagens e aguardando respostas.
Pillar confiou nele.
Enquanto dizia que ainda aguardava definições, porém, Luciano Vianna omitiu que o musical já estava sendo escrito, produzido, dirigido e ensaiado, com artistas e profissionais escolhidos sem consulta à sócia-administradora e sem que Pillar fosse oportunizada a participar da construção do projeto que ela própria havia idealizado.
A verdade só apareceu quando Pillar foi surpreendida com a informação de que a estreia já estava marcada para a semana seguinte.
Não houve uma proibição explícita.
Houve algo mais rasteiro:
omissão, mentira e oportunismo suficientes para que, quando Pillar descobrisse o que estava acontecendo, o projeto já estivesse praticamente pronto sem ela.
Posteriormente, enquanto outros envolvidos seriam homenageados no palco, foi oferecida a Pillar a função de permanecer do lado de fora da sala teatral, próxima à bomboniere e sob uma escada, recepcionando quem entrasse.
Ela, obviamente, recusou.
A ironia dispensa legenda:
a atriz formada que idealizou o musical foi informada do espetáculo quando ele já estava pronto e, depois, convidada a ficar ao lado de fora, embaixo de uma escada.
Não faltava qualificação.
Não faltava interesse.
Faltou Luciano Vianna agir com lealdade societária, transparência e a obrigação elementar de oportunizar à própria sócia-administradora participação no projeto que ela havia idealizado.
Uma tentativa de apagamento que não conseguiu apagar Pillar Gama
Os episódios não formam uma coleção inocente de divergências criativas entre dois sócios.
O padrão é mais grave.
Durante a sociedade, ideias, projetos, oportunidades e ativos produzidos com participação direta de Pillar foram sendo apropriados, desviados de sua esfera de participação ou desenvolvidos sob omissão e à sua revelia enquanto Luciano Vianna se beneficiava econômica e profissionalmente do resultado.
Em português menos corporativo:
Luciano queria as ideias de Pillar, os projetos de Pillar e o dinheiro que eles poderiam produzir — mas trabalhava para retirar Pillar daquilo que ela própria ajudava a criar.
Até escolhas aparentemente pequenas ganham outro significado quando observadas retrospectivamente.
O Barco da Veneno tornou-se Ploc Al Mare após Luciano convencê-la da mudança.
O nome artístico diretamente relacionado à Ploc, desejado por Pillar desde o início, foi desestimulado em favor de Menina Veneno.
A loja concebida por ela acabou lançada sem ela.
O musical idealizado por ela foi escrito, produzido, dirigido, ensaiado e encaminhado sem que Pillar sequer soubesse que a produção já estava em andamento.
E, anos depois, a própria ligação pública de Pillar com a Festa Ploc passou a ser atacada.
Na Psicologia Social, processos sistemáticos de exclusão, deslegitimação, isolamento, destruição reputacional, usurpação identitária, e desvinculações profissionais compulsórias costumam compor a chamada tentativa de provocação de morte social.
É difícil encontrar expressão mais adequada para uma sequência destinada a retirar uma profissional de seus projetos, minimizar sua autoria, apagar sua associação pública àquilo que ajudou a construir e, posteriormente, atacar sua legitimidade perante terceiros.
Há apenas um problema considerável nesse roteiro:
a tentativa de apagamento não conseguiu apagar, nem intimidar Pillar Gama.
Apesar dos prejuízos, Pillar permanece no mercado publicitário
Talvez esse seja um dos aspectos mais curiosos de sua trajetória recente.
Apesar dos prejuízos profissionais provocados pelas sucessivas quedas, restrições e instabilidades impostas desonestamente aos seus canais profissionais, Pillar continuou trabalhando com publicidade, imagem e produção de conteúdo profissional.
Mantém uma rotina intensa de trabalhos publicitários, chegando a realizar centenas de peças e entregas publicitárias ao longo do mês, além de continuar recebendo abordagens de agências e olheiros interessados em seu trabalho como modelo e atriz e em sua imagem para novas campanhas.
E aqui existe uma diferença importante.
Pillar não construiu sua profissão em torno da identidade de “influencer”.
Sua relação com publicidade nasceu muito antes das redes sociais.
Ela já era modelo.
Já era atriz.
Já vendia imagem, produto, presença e comunicação, falando quatro idiomas quando Instagram, TikTok e toda a atual economia digital de influência sequer existiam.
As redes são ferramentas adicionais dentro de uma trajetória profissional muito mais antiga.
E talvez seja justamente por isso que sucessivas quedas de perfil não tenham conseguido produzir o desaparecimento profissional pretendido.
Plataformas mudam. Presença, carisma e técnica não se instalam por aplicativo.
Quando um jornalista escreve muito sobre uma mulher que tenta silenciar
Há uma ironia difícil de ignorar quando um jornalista utiliza canais sob seu controle para publicar reiteradamente sobre uma mulher enquanto atua para retirar do ar os próprios canais pelos quais essa mulher pode responder.
Jornalismo pressupõe contraditório.
Censura busca justamente o contrário.
Tentar conciliar as duas coisas não é apenas paradoxal.
É hipócrita.
É desonesto com o próprio público selecionar qual versão terá alcance enquanto se trabalha para restringir a manifestação da contraparte.
E é antiético utilizar a credibilidade associada à profissão jornalística para revestir uma narrativa de aparência informativa enquanto se combate o contraditório fora da página.
Mais curioso ainda é observar que, apesar das sucessivas tentativas de retirar Pillar de circulação digital, ela continua aparecendo.
Na publicidade.
Na produção.
Nos palcos.
Nos trabalhos como modelo.
Nos projetos profissionais.
E, aparentemente, com frequência considerável nas próprias publicações de Luciano Vianna.
Difícil decidir o que chama mais atenção:
a persistência de Pillar em permanecer ou a persistência de Luciano em não conseguir parar de falar sobre ela.
A assessoria de imprensa mais improvável da Festa Ploc
Há uma ironia quase irresistível quando alguém investe tempo, espaço editorial e até mídia patrocinada para falar repetidamente sobre uma mulher que, ao mesmo tempo, tenta convencer o público de que não merece atenção.
Luciano Vianna talvez ainda não tenha percebido, mas há anos desempenha uma função bastante curiosa na trajetória pública de Pillar Gama:
mantém seu nome em circulação.
Publica sobre ela.
Escreve sobre ela.
Dedica comunicados a ela.
Investe em anúncios que conduzem o público a textos sobre ela.
E, a cada nova publicação, surge naturalmente entre quem ainda não conhece essa história a mesma pergunta:
quem é Pillar Gama?
É uma espécie peculiar de assessoria de imprensa.
Hostil.
Involuntária.
E extraordinariamente persistente.
Para alguém empenhado em apagar uma mulher da narrativa pública, Luciano Vianna tem demonstrado uma dedicação impressionante a manter o nome dela em evidência.
A contradição fala sozinha.
E talvez seja melhor assim.
A pauta está rendendo.
A curiosidade tem dessas coisas
Existe uma velha máxima do entretenimento segundo a qual ser constantemente mencionado produz um efeito colateral inevitável:
curiosidade.
Quem é essa mulher?
Por que falam tanto dela?
O que ela fez?
Por onde anda?
Como alguém atravessa moda, teatro, ciência, produção, música e uma guerra empresarial e ainda aparece ao final do dia gravando e fotografando para campanhas publicitárias por vezes internacionais?
Perguntas interessantes.
As respostas estão espalhadas por décadas de carreira.
Algumas pessoas chegarão pela Festa Ploc.
Outras pela música.
Outras talvez reconheçam um rosto de campanhas antigas.
Há quem se interesse pela ciência, pelo teatro, pela moda ou simplesmente queira entender por que um jornalista dedica tanto espaço à mesma mulher.
Curiosidade é uma coisa terrível.
Principalmente quando encontra uma história boa.
A pergunta permanece
Não cabe a este espaço diagnosticar sentimentos, intenções ou motivações pessoais de Luciano Vianna.
Mas é perfeitamente legítimo observar um fenômeno público bastante curioso:
Pillar Gama continua ocupando uma quantidade surpreendente de espaço em sua comunicação.
E, diante da frequência, duração e intensidade dessa atenção — combinadas às sucessivas iniciativas destinadas a restringir a própria voz da mulher sobre quem tanto se escreve —, não surpreende que o comportamento aparente ser estranhamente obcecado.
Talvez seja conflito empresarial.
Talvez estratégia (virando tiro no próprio pé).
Talvez seja simplesmente muito difícil esquecer a musa da Festa Ploc.
Seja qual for a explicação, Pillar continua aqui.
Modelo. Atriz. Empresária. Produtora. Biomédica. Neurocientista. Terapeuta. Psicanalista e sim, DJ Lady Ploc.
Uma trajetória longa demais para caber na versão de outra pessoa.
E há algo deliciosamente irônico em terminar uma matéria sobre a suposta irrelevância de Pillar Gama precisando responder à pergunta que Luciano Vianna parece, há anos, incapaz de abandonar:
afinal, quem é Pillar Gama?
Alguém que definitivamente não precisa pagar por assessoria de imprensa para que o público possa descobrir por conta própria.
Departamento de Comunicação Institucional.
Festa Ploc


