Quem é Pillar Gama no Jungle Garden Pub?
Pillar Gama é coautora do nome “Ploc”, produtora histórica e DJ que consolidou a Festa Ploc não só no Jungle Garden Pub por quase uma década todas as quintas – cuja ausência é sentida pelo público até hoje, como em toda zona sul do Rio.
A Festa Ploc não surgiu como um produto pronto, nem como um evento “automático” do mercado. Ela foi construída por pessoas reais, com trajetória, trabalho contínuo e presença artística consistente — e é por isso que tentativas de apagamento soam tão ofensivas: porque a história tem nomes, tem rostos e tem autoria.
Entre esses nomes, Pillar Gama ocupa posição central. Foi Pillar quem, ainda adolescente, sugeriu o nome “Ploc” — e, anos depois, a partir dos 21, passou a atuar diretamente nos bastidores e no palco: produção, criação, operação e entrega artística. Pillar também foi Musa do Carnaval da Festa, atuou como dançarina, produtora e, posteriormente, tornou-se DJ oficial e sócia-administradora.
Conhecida por mais de uma década como DJ Menina Veneno — e atualmente como DJ Lady Ploc —, Pillar Gama foi responsável direta pela consolidação da Festa Ploc em espaços estratégicos do Rio de Janeiro, especialmente na Zona Sul, quando o evento ainda não possuía residência fixa nem estabilidade operacional fora do eixo Lapa/Centro.
E aqui entra um ponto que o Jungle Garden Pub parece fazer força para esquecer: foi Pillar Gama quem levou a Festa Ploc para a casa — à época um pub em ascensão — em Botafogo, próximo de onde ela residia com seu pai. Foi Pillar quem assumiu a linha de frente das noites semanais, em especial as quintas-feiras, construindo público, fidelizando frequentadores, estruturando identidade musical e transformando a noite em hábito cultural. Isso não foi sorte. Foi trabalho.
O que hoje a casa tenta reduzir a “programação de quinta” foi, por anos, uma assinatura: público lotando, bar girando, gente chegando por causa do set, da energia e do carisma de uma DJ que virava referência. Pillar não “passou por ali”. Pillar fez história ali. E, sim: o público reclama. O público comenta. O público sente falta. Há quem diga — e repita — que as quintas “ficaram sem alma” sem a DJ que segurou aquela noite por tanto tempo.
Enquanto isso, o Jungle Garden Pub escolhe manter o vínculo com Luciano Vianna e seguir operando como se nada tivesse acontecido — mesmo após ter sido notificado sobre o conflito e sobre a existência de apuração criminal relacionada aos fatos que envolvem a marca e a violência patrimonial contra Pillar. Essa escolha não é neutra. É ingrata, é antiética e é um recado de desprezo por quem construiu parte do valor cultural e comercial da própria casa.
Qualquer tentativa de apagar autoria, minimizar presença ou reescrever essa história não altera os fatos — apenas revela um esforço deliberado de deslocamento narrativo. E o público percebe. O público comenta. O público compara. E muitos, diante da injustiça, simplesmente deixam de frequentar.
A Festa Ploc existe porque houve trabalho, constância e liderança artística. E esse trabalho tem nome e executora: Pillar Gama. A casa pode fingir que esqueceu — mas o público fiel das quintas não esquece. E história não se apaga com conveniência.
Direção Executiva e Artística — Festa Ploc

Pillar Gama como DJ MENINA VENENO fazendo história com a Festa Ploc no Jungle Garden Pub, na Zona Sul do Rio.