PLOC MUNDI: a loja da Festa Ploc idealizada por Pillar Gama que nunca chegou ao público.

“Bem-vindo ao mundo retrô da Festa Ploc”: site desenvolvido, investimento realizado e lançamento planejado. Antes de a operação entrar no ar, porém, Pillar recebeu uma proposta para pagar mais R$ 50 mil por outra loja — inicialmente sem o nome Ploc, logo – fugindo do objeto do contrato que era a compra da marca, nomes e produtos dela derivados.

A ideia era transformar o universo da Festa Ploc em algo que também pudesse sair da pista e entrar no guarda-roupa, na casa e no cotidiano do público.

O projeto tinha nome:

PLOC MUNDI — Bem-vindo ao mundo retrô da Festa Ploc.

Idealizada por Pillar Gama, a operação comercial previa camisetas e outros produtos ligados ao universo da marca. Não ficou apenas no papel: houve contratação profissional, investimento, desenvolvimento digital e planejamento de produção fotográfica com artistas.

O site chegou a ficar pronto.

O público, porém, nunca chegou a conhecê-lo.

E a cronologia que antecedeu seu desaparecimento transformou a PLOC MUNDI em mais um capítulo da controvérsia empresarial envolvendo os ativos construídos em torno da Festa Ploc.

Pillar já havia comprado participação na Festa Ploc

Em 2019, Pillar formalizou sua entrada na estrutura societária da empresa titular das marcas relacionadas à Festa Ploc.

Poucos meses depois veio a pandemia.

Com o setor de eventos praticamente paralisado, a exploração comercial normal da Festa Ploc ficou comprometida justamente no período imediatamente posterior ao investimento realizado por Pillar.

Ainda assim, ela continuou investindo na marca, inclusive em projetos como a Ploc TV, assessoria de imprensa e, posteriormente, no desenvolvimento da operação comercial que se tornaria a PLOC MUNDI.

Foi nesse contexto que surgiu uma proposta bastante peculiar.

Mais R$ 50 mil por uma loja sem o nome Ploc?

Menos de dois meses após o falecimento do pai de Pillar, ela recebeu de Luciano Vianna uma proposta verbal para pagar mais R$ 50 mil e participar de outra operação comercial, inicialmente apresentada como Retrô Shop.

Pillar recusou.

A pergunta empresarial era elementar: se já havia investido na Festa Ploc e reivindicava contratualmente participação nos produtos derivados da marca, por que desembolsaria outros R$ 50 mil para ingressar numa loja que, naquele momento, sequer carregaria o nome Ploc?

Em vez disso, avançou com seu próprio projeto vinculado diretamente ao universo da marca.

A PLOC MUNDI começou a tomar forma.

O site ficou pronto

Pillar contratou profissional especializado e investiu aproximadamente R$ 6,5 mil no desenvolvimento do site, além de preparar outras etapas do lançamento.

Havia planejamento de ensaio fotográfico com artistas usando camisetas e outros produtos, edição das imagens, produção e estruturação comercial.

Durante as conversas sobre as duas operações, foi apresentada a Pillar uma explicação para sua coexistência: a outra loja teria presença física, enquanto a PLOC MUNDI funcionaria como braço online.

Pillar continuou trabalhando no projeto.

Quando o site estava pronto, compartilhou o acesso com Luciano para que ele visualizasse a estrutura desenvolvida e participasse das etapas que ainda faltavam para o lançamento.

Pouco depois, o site deixou de estar disponível.

A PLOC MUNDI nunca foi lançada.

A outra loja também chegou à internet

A história ficaria menos curiosa se a divisão anteriormente apresentada tivesse permanecido exatamente como explicada.

Mas não permaneceu.

A outra operação foi lançada sem participação de Pillar, ganhou estabelecimento físico e também passou a possuir estrutura própria na internet.

A operação inicialmente apresentada como Retrô Shop posteriormente passou a utilizar o nome Ploc Shop.

E então a cronologia passou a produzir perguntas inevitáveis.

Se a PLOC MUNDI seria o braço online da outra loja, por que surgiu outra operação virtual independente?

Se Pillar já havia investido para participar da Festa Ploc e reivindicava direitos sobre os produtos derivados da marca, por que deveria pagar mais R$ 50 mil para ingressar em uma loja inicialmente apresentada sem o nome Ploc?

E como um projeto que chegou ao estágio de site pronto desapareceu antes de alcançar justamente a etapa que faltava: o lançamento?

Não era apenas uma loja de camisetas

A PLOC MUNDI importa porque acrescenta outra dimensão à atuação de Pillar Gama na Festa Ploc.

Produção de eventos.

Expansão para novas casas.

Ploc Al Mare.

Ploc TV.

Musical.

E também desenvolvimento de produtos e exploração comercial da marca.

A controvérsia, portanto, não envolve apenas memória, narrativa ou reconhecimento público. Envolve o controle de ativos concretos construídos em torno da Festa Ploc: redes sociais, canais digitais, formatos de evento, produtos, artistas, histórico comercial, receitas, acervo, reputação e capacidade de contratação.

Pillar Gama permanece como coautora, produtora, empresária, sócia em disputa e DJ oficial da Festa Ploc, cuja retirada compulsória da estrutura societária e marcária é objeto de contestação judicial.

A PLOC MUNDI não chegou a vender uma única camiseta.

Isso não significa que tenha sido apenas uma ideia.

Houve conceito.

Houve nome.

Houve investimento.

Houve contratação.

Houve desenvolvimento.

Houve um site pronto.

Houve uma equipe inteira de profissionais, designers, fotógrafos, locação de estúdio para ensaio e desenvolvedores, já paga por Pillar e trabalhando para que a loja fosse lançada em dezembro de 2022 — o que não ocorreu.

E houve uma interrupção do projeto cerca de um mês antes do lançamento. O site da Ploc Mundi, já pronto para ser lançado, deixou de estar disponível minutos após um acesso realizado por Luciano Vianna, identificado posteriormente em verificação técnica dos registros de acesso.

Na sequência, surgiu outra loja produzida por Luciano Vianna, a princípio sem o nome Ploc, mas divulgada nas redes sociais da Festa Ploc como loja oficial da Festa, sem a participação de Pillar.

Àquela altura, Pillar também já não conseguia acessar os canais oficiais da marca após alterações nas respectivas credenciais de acesso.

A loja não chegou ao público. A história de sua criação, agora, chegou.


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