Autor: festaploc

  • Antes da Festa Ploc, Pillar Gama já estava em campanhas, passarelas e outdoors pelo Rio

    Muito antes de se tornar DJ oficial, produtora, empresária e coautora da Festa Ploc, Pillar Gama já trabalhava profissionalmente com comunicação, imagem, moda e publicidade. Dos concursos de beleza, passando por curta e longa metragem, produção, atuação e direção em peças de teatro, atuação como reporter dos canais 6 e 36 da NET-Rio e NET-Niterói, desfiles, grifes internacionais, ao recorde de campanhas publicitárias simultâneas na Tijuca, a história de Pillar começou bem antes das cabines de DJ.

    Quem conhece Pillar Gama principalmente como DJ Lady Ploc talvez imagine que sua relação com palco, imagem e público tenha começado com a Festa Ploc.

    Começou bem antes.

    Ainda na pré-adolescência, Pillar conquistou na Região dos Lagos o título de Garota Verão 97. Aos 14 anos, iniciou uma trajetória profissional como modelo que se estenderia até os 28, passando por desfiles, revistas, editoriais, joalherias, campanhas comerciais e publicidade.

    Ou seja: quando a Festa Ploc entrou em sua história, câmera, palco e público definitivamente não eram novidade.

    Das passarelas às grandes marcas

    Com 1,66 m, altura abaixo do padrão tradicionalmente associado às grandes passarelas da época, Pillar construiu espaço apostando justamente no que uma fita métrica não consegue medir: presença, desenvoltura, expressão e capacidade de comunicação diante da câmera.

    Ao longo da carreira, Pillar Gama desfilou e fotografou em trabalhos relacionados a marcas como Coca-Cola Clothing, Zoomp, Triton e TNG, Malharia Mena, além da tradicional grife de lingerie Duloren e campanhas para joalherias.

    Também participou de desfiles sob direção de Oswald Berry, coreógrafo conhecido nacionalmente por trabalhos com as Paquitas. Mas uma das passagens mais curiosas de sua trajetória artística aconteceu quase por acaso: um teste para o Balé do Faustão que terminou com Pillar selecionada para integrar o corpo de baile do programa dominical da TV Globo.

    Pillar chegou à seleção a convite e por insistência de uma amiga do Rio de Janeiro, que não queria participar do teste sozinha. Sem qualquer expectativa de ser escolhida, entrou em uma disputa com mais de cem candidatas. Ao final, veio a surpresa: Pillar foi a única selecionada para integrar o corpo de baile.

    A aprovação, porém, colocou diante dela uma escolha profissional concreta.

    Embora tivesse estudado balé, jazz e sapateado durante anos, da infância à vida adulta, e mantivesse forte relação com a dança, Pillar já desenvolvia no Rio de Janeiro uma trajetória diversificada como modelo, atriz e produtora da Festa Ploc. Com as gravações do programa realizadas na Globo Berrini, em São Paulo, aceitar a oportunidade significaria transferir para outro estado uma vida profissional que já estava em plena atividade.

    Pillar agradeceu o convite e optou por permanecer no Rio e dar continuidade aos projetos que já construía.

    A experiência, no entanto, deixou algo que ultrapassou aquela seleção.

    Durante esse período nasceu sua amizade com o bailarino e coreógrafo Sylvio Lemgruber, diretor de coreografia do Balé do Faustão desde a década de 90. A afinidade entre os dois foi imediata, desde o momento em que Pillar apareceu diante das câmeras, e se transformou em uma relação de carinho, respeito e admiração mútua que atravessou os anos e permanece até hoje.

    A passagem pelo Balé do Faustão acabou, assim, tornando-se um daqueles episódios pouco conhecidos de uma carreira construída em várias linguagens: Pillar não deixou de integrar o programa por não ter passado no teste. Passou, foi escolhida e decidiu seguir outro caminho. O que de mais valioso ela tirou disso tudo? A experiência inusitada e uma das mais improváveis e genuínas amizades com uma das pessoas que ela descreve como uma das pessoas mais especiais que já conheceu. Na imagem abaixo, Pillar aparece com Sylvio Lemgruber nas dependências do Projac.

    Mas foi na Tijuca que aconteceu uma daquelas situações curiosas que ajudam a dimensionar o volume de trabalhos daquele período.

    Quando Pillar aparecia dos dois lados da Tijuca

    Em determinada fase da carreira, Pillar chegou a realizar simultaneamente campanhas para lojas do Shopping Tijuca e do então Tijuca Off Shopping.

    Seu rosto circulava ao mesmo tempo em encartes, editoriais, cartazes, banners, flyers e outdoors espalhados pela região, inclusive nos arredores do Maracanã.

    Em tempos anteriores à publicidade comandada por algoritmos, alcance também significava ocupar fisicamente a cidade.

    E Pillar ocupava.

    Quem passasse pela região poderia encontrar a mesma modelo anunciando diferentes marcas, em diferentes campanhas, dentro de dois importantes centros comerciais concorrentes.

    Décadas antes de feed, stories, impulsionamento e métricas digitais, havia papel, vitrine, passarela e outdoor.

    O algoritmo era o trânsito carioca.

    A modelo não desapareceu quando nasceu a DJ

    Essa trajetória ajuda também a explicar características que apareceriam posteriormente na Festa Ploc.

    A DJ performática, os figurinos, a interação com o público, a facilidade diante das câmeras e a preocupação com construção visual não surgiram espontaneamente dentro de uma cabine. Foram incorporados a partir de uma experiência profissional anterior com moda, teatro, publicidade e palco.

    Depois viriam Menina Veneno, criada especificamente para agregar identidade e entretenimento à Festa Ploc, e posteriormente DJ Lady Ploc, persona artística que consolidou no próprio nome a ligação pública com a marca.

    Mas uma carreira não precisou apagar a outra.

    Pillar permanece ligada profissionalmente à publicidade e à produção de conteúdo, além de sua atuação artística, empresarial e acadêmica.

    É justamente por isso que reconstruir sua presença pública não significa fabricar uma personagem nova.

    Significa apenas recolocar páginas que já existiam na ordem certa.

    Antes da cabine, houve passarela.

    Antes dos posts, houve campanha.

    Antes do alcance digital, houve outdoor.

    E muito antes de alguém discutir se Pillar Gama deveria aparecer associada à Festa Ploc, seu rosto já circulava entre moda e TV pelo Rio de Janeiro, por campanhas publicitárias em São Paulo e por trabalhos com alcance nacional.

    Pillar Gama; Festa Ploc

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  • Muito além da cabine: os eventos da Festa Ploc produzidos por Pillar Gama no Rio

    Antes mesmo da sociedade ser formalizada, a DJ Lady Ploc já atuava na produção, articulação e expansão da Festa Ploc por diferentes casas e projetos da noite carioca

    Para o público, a parte mais visível da trajetória de Pillar Gama na Festa Ploc sempre esteve diante da pista.

    Primeiro como DJ Menina Veneno. Mais tarde, como DJ Lady Ploc.

    Mas existe uma diferença considerável entre tocar em uma festa e trabalhar para que a festa tenha onde, como e com quem acontecer.

    Durante mais de uma década de atuação ligada à Festa Ploc, Pillar acumulou funções que ultrapassavam bastante a cabine: participou da pré-produção, produção e pós-produção de eventos, articulou casas noturnas, intermediou apresentações, colaborou com aspectos artísticos e operacionais e ajudou a ampliar a circulação da marca pelo Rio de Janeiro.

    Em outras palavras, enquanto o público enxergava a DJ, havia também uma produtora trabalhando nos bastidores.

    Antes da sociedade no papel, já existia sociedade na prática

    A formalização empresarial entre Pillar Gama e Luciano Vianna aconteceria somente em 2019.

    A dinâmica profissional entre os dois, porém, era muito anterior.

    Durante anos, Pillar participou ativamente da realização da Festa Ploc e da busca por novas oportunidades para o evento. Nesse período, atuava não apenas como atração artística, mas na articulação das próprias noites em que ambos se apresentariam.

    Foi assim, por exemplo, que levou a Festa Ploc para a Drinker, em Humaitá, numa fase em que o evento estava sem residência regular no Rio e ainda permanecia fortemente associado ao circuito da Lapa.

    A história da Drinker ganhou capítulo próprio. E merece.

    Porque dali em diante a Zona Sul passaria a ocupar espaço importante nessa trajetória.

    Produção também é abrir portas

    Outros endereços entrariam posteriormente no mapa profissional de Pillar e da Festa Ploc.

    Sua atuação alcançou eventos e projetos realizados em espaços como Jungle Garden Pub, Coordenadas Bar e Clube dos Macacos, na Gávea, além de formatos que escapavam completamente da lógica tradicional de uma casa noturna.

    Um deles foi o Barco da Veneno, projeto idealizado por Pillar e posteriormente realizado como Ploc Al Mare, levando a Festa Ploc para uma escuna com saída pela Marina da Glória.

    Os projetos eram diferentes, mas revelavam a mesma característica profissional: Pillar não esperava simplesmente receber uma escala para tocar.

    Ela participava da criação das oportunidades nas quais a Festa Ploc poderia existir.

    Da negociação ao palco

    Produção de eventos é uma profissão curiosa porque, quando tudo funciona, boa parte do trabalho desaparece aos olhos do público.

    A pista está pronta.

    O artista chegou.

    A iluminação funciona.

    A programação existe.

    As pessoas entram.

    E parece que tudo brotou espontaneamente às dez da noite.

    Não brotou.

    Na trajetória de Pillar com a Festa Ploc, sua atuação envolveu diferentes etapas da realização dos eventos, incluindo articulação profissional, produção, participação na construção artística das noites e apresentações como DJ.

    Também trouxe profissionais e atrações capazes de agregar valor às programações. Na passagem pela Drinker, por exemplo, esteve entre os convidados DJ Marcinho, da FM O Dia, nome conhecido da cena carioca.

    Esse conjunto de atividades ajuda a dimensionar por que definir Pillar simplesmente como alguém que “tocava na Festa Ploc” produz uma fotografia bastante incompleta.

    Jungle Garden e uma residência que marcou época

    Entre os capítulos mais importantes dessa expansão está o Jungle Garden Pub, em Botafogo.

    Pillar participou da articulação que levou a Festa Ploc para a casa e integrou durante anos a programação das quintas-feiras, dividindo a atuação artística e profissional na residência que se tornaria uma referência da festa na Zona Sul carioca.

    A relação com o Jungle Garden seria longa o suficiente para ganhar importância própria na história da marca e, muitos anos depois, tornar-se também cenário de novas controvérsias.

    Essa história merece ser contada separadamente.

    A cabine era apenas a parte iluminada

    Hoje, Pillar Gama permanece como DJ Lady Ploc, coautora, produtora, empresária e sócia em disputa da Festa Ploc, cuja retirada compulsória da estrutura societária e marcária é contestada judicialmente.

    Sua trajetória profissional ajuda a explicar por que a discussão sobre seu lugar na Festa Ploc não pode ser reduzida à pergunta sobre quem estava atrás dos equipamentos de DJ.

    Havia produção.

    Havia articulação.

    Havia criação de projetos.

    Havia expansão para novas casas e formatos.

    Havia trabalho antes, durante e depois de a música começar.

    A cabine apenas tinha uma vantagem sobre os bastidores:

    era onde as luzes estavam apontadas.


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  • Ploc Al Mare: a festa no barco idealizada por Pillar Gama nasceu como “Barco da Veneno”

    Antes de ganhar o nome pelo qual ficou conhecida, a versão marítima da Festa Ploc nasceu de uma ideia de Pillar Gama e levou o universo retrô para fora das casas noturnas do Rio

    Pista de dança, música retrô, público da Festa Ploc e Rio de Janeiro ao redor.

    Só faltava um pequeno detalhe: tirar tudo isso da terra firme.

    Entre os projetos desenvolvidos ao longo da trajetória de Pillar Gama na Festa Ploc está uma das ideias mais visualmente curiosas da marca: levar a festa para uma embarcação e transformar o próprio passeio pela cidade em parte da experiência.

    O projeto que posteriormente ficou conhecido como Ploc Al Mare nasceu, originalmente, com outro nome.

    Barco da Veneno.

    A referência vinha de DJ Menina Veneno, identidade artística criada por Pillar especialmente para sua atuação como DJ da Festa Ploc.

    E a ideia ajuda a revelar uma dimensão de sua participação que frequentemente desaparece quando sua história é resumida apenas à cabine.

    Pillar não estava somente tocando na Festa Ploc.

    Também estava criando Festa Ploc.

    Do Barco da Veneno ao Ploc Al Mare

    O conceito era simples de entender e nada simples de executar: transportar a experiência retrô da festa para uma escuna, reunindo música, entretenimento e navegação em um mesmo evento.

    Idealizado por Pillar Gama, o projeto foi desenvolvido inicialmente como Barco da Veneno e posteriormente realizado sob o nome Ploc Al Mare, com saída pela Marina da Glória, no Rio de Janeiro.

    Era uma maneira de expandir a marca para além do modelo convencional de boate, palco ou casa de shows.

    Porque uma festa também pode crescer criando novos formatos.

    E, naquele caso, literalmente navegando.

    Muito além de chegar, tocar e ir embora

    O Ploc Al Mare também desmonta uma interpretação particularmente conveniente sobre a presença de Pillar na trajetória da Festa Ploc: a de que sua contribuição seria essencialmente performática.

    Uma DJ contratada recebe o endereço, chega ao evento, executa sua apresentação e encerra seu trabalho.

    Uma produtora pensa no evento antes que o endereço sequer esteja definido.

    A trajetória de Pillar inclui justamente essa atuação ampliada.

    Além de permanecer por mais de uma década ligada artisticamente à Festa Ploc, primeiro como DJ Menina Veneno e depois como DJ Lady Ploc, ela participou da criação, articulação e produção de diferentes projetos associados à marca.

    O barco é um exemplo particularmente fotogênico dessa história.

    Mas não é o único.

    Quando uma marca cresce também pelo formato

    Eventos consolidados não vivem apenas da repetição daquilo que já funciona.

    Novos formatos ajudam a renovar público, gerar notícia, criar experiências e ampliar comercialmente as possibilidades de uma marca.

    Nesse sentido, o projeto posteriormente conhecido como Ploc Al Mare integra uma trajetória em que Pillar Gama aparece não somente diante do público, mas na concepção de produtos e experiências vinculados à Festa Ploc.

    Essa diferença importa.

    Especialmente porque a atual controvérsia em torno da Festa Ploc não envolve apenas memória ou reconhecimento público. Envolve também a trajetória de construção de ativos artísticos, comerciais, operacionais e imateriais desenvolvidos em torno da marca ao longo dos anos.

    Pillar permanece como coautora, produtora, empresária, sócia em disputa e DJ oficial da Festa Ploc, sob a persona artística DJ Lady Ploc, enquanto sua retirada compulsória da estrutura societária e marcária permanece objeto de contestação judicial.

    Algumas ideias deixam rastros difíceis de apagar

    Hoje, olhar para o Ploc Al Mare é também olhar para uma fase em que criatividade artística e produção caminhavam juntas.

    Antes de receber seu nome definitivo, havia o Barco da Veneno.

    Antes do barco sair, havia uma ideia.

    E antes de a história da Festa Ploc se tornar território de controvérsias, Pillar Gama já ajudava a imaginar onde mais aquela festa poderia chegar.

    Nesse caso, a resposta foi bastante literal:

    até o mar.

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